Alimentando a hidra
Resolveu que não iria à sua guilda tradicional naquele dia de Odin, pois chegaria muito atrasado. Então decidiu aproveitar para dar um basta àquela situação precária de retrocesso ao período anterior à descoberta do fogo em que seu reduto se encontrava. Tentou contatar um dos provedores indicados pela amiga. Inseriu o código numérico em seu dispositivo fixo de interface auditiva, mas a solicitação de conexão não foi interceptada pelo outro lado. Experimentou o número alternativo para o mesmo provedor, mas esse não era válido. O Equilibrista estava achando que, por se tratar de um número emergencial, não havia contingente para atender um pedido em horários normais. Como não pretendia esperar até um horário menos propício para transações comerciais, inseriu o código do outro provedor. A interface foi estabelecida com sucesso, mas, ao especificar o tipo de cilindro que necessitava, foi informado de que este não estava disponível para sua área de atendimento. O aventureiro só não se entregou ao desespero por possuir o código de um provedor que não ficava de prontidão permanente, mas que não seria convocado, em represália ao seu horário restrito de funcionamento, mas não havia alternativa. Foi estabelecida uma interface e feito o pedido.
O Equilibrista tinha em suas mãos, finalmente, um cilindro cheio do fluido combustível. No entanto, quando foi conectá-lo à sua hidra de bunsen, percebeu claramente que havia uma falha na vedação, tanto pelo audição, como pelo olfato.
A peça substituta foi posicionada no soquete e, com o instrumento ictióide, foi sendo fixada pelo bardo, que começou a ouvir o ruído característico de fluido liquefeito sob alta pressão sendo liberado. Presumiu que devia se tratar de uma condição intermediária e que, na posição definitva, a liberação cessaria, mas não foi o que aconteceu: ao girar a peça mais algumas vezes, um jato do fluido se projetou vigorosamente para fora do cilindro, na direção do rosto do Equilibrista.
De rosto devidamente lavado, o Equilibrista indagou-se se seria necessário devolver a peça. Mas a preguiça de sair novamente de seu reduto fê-lo tentar novamente, mas, daquela vez, encaixando o sifão de alimentação da hidra na peça de conexão para depois fixar o conjunto ao cilindro. E funcionou! Nenhum vazamento foi detectado pela visão (com a técnica da aplicação de tensoativo líquido), pelo olfato ou pela audição. O Equilibrista (já com cefalgia decorrente da inalação contínua a propano e butano) conseguira, finalmente, recuperar a habilidade de usar o presente de Prometeu para preparar seus mantimentos.
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